Por: Weslen Máximo

 

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Há dois anos nos Estados Unidos, a jogadora de vôlei Karina Martin (21), disputará a partir do ano que vem, a 1ª Divisão Profissional da modalidade. Ela assinou contrato de duas temporadas com a Fresno State University, da Califórnia.

A ponteira/passadora começou a jogar aos 10 anos em Casa Branca (SP). Na adolescência foi para o São Caetano e depois teve passagens por Franca e Santos. No último ano de juvenil, Karina recebeu a chance de jogar em outro país. “Joguei contra um time em que o técnico tinha contato nos Estados Unidos e ele fez essa proposta e acabei indo”, conta a atleta em entrevista à Rádio Difusora.

Ela conquistou o título de um torneio regional em Nebraska e foi uma das destaques da última temporada da liga em que participou, vestindo a camisa e sendo a capitã do Ranger College, do Texas. E isso chamou a atenção da Fresno State University, que fez uma proposta de dois anos de contrato.

Além de jogar vôlei, a casa-branquense fará um curso de Educação Física, específico para ser treinadora. Inclusive, educação e esporte estão juntos nos colégios e universidades americanos, sendo um dos motivos para a atleta ir aos USA. “Eles investem no esporte e na educação. Você tem que ser inteligente para jogar”. Karina faz uma crítica ao Brasil, que tem como o futebol a sua principal modalidade e deixa outras categorias em “segundo plano”. “É uma desigualdade muito grande e lá [Estados Unidos] não tem isso”, destaca.

Para jogar e estudar, a brasileira ganhou bolsa de estudo e uma “ajuda de custo”, incluindo alimentação e moradia, e recebendo um cheque com um valor total para esses gastos em cada mês.

Na parte tática, a surpresa com algumas regras, que no Brasil não são consideradas certas e nos Estados Unidos, sim. Uma delas é a líbero, que na “terra do Tio Sam”, a jogadora dessa posição pode sacar. Já no Brasil, não.

Assim como no futebol, a linguagem do vôlei é universal para qualquer atleta. Mas para se relacionar em outras atividades com os americanos, não foi fácil para Karina, que não dominava a língua do país. “Foi uma das grandes dificuldades, pois além de entender o que seu técnico quer, tem que entender o que o professor está explicando na aula. Mas agora meu inglês está bastante afiadinho”, revela Martin em tom de humor.

Sobre seleção brasileira, a jovem de 21 anos, não descarta a possibilidade de jogar, após uma convocação, porém não é um de seus objetivos no momento. “Quero terminar a universidade e jogar bem, além de aprimorar e conhecer o voleibol de outros países”. Atuar em uma equipe brasileira também não passa pela cabeça da jogadora.

Karina estréia na Liga da 1ª Divisão Profissional dos Estados Unidos, em agosto de 2017. Ela se apresenta à equipe no próximo dia 8 de janeiro para a pré-temporada.