Por: Weslen Máximo

 

No 3º dia de greve, há manifestações em todo o país contra o aumento do diesel. Em Casa Branca (SP), caminhoneiros protestaram em um dos principais acessos para diversas rodovias da região.

 

Segundo a Polícia Militar Rodoviária, nesta quarta-feira (23), aproximadamente 70 caminhões ficaram parados no acostamento nos dois sentidos das rodovias SP-340 e SP-215. O protesto durou cerca de duas horas.

 

Só era permitida a passagem de carros de passeio, motocicletas e caminhões frigoríficos ou com carga viva. O restante era obrigado a parar.

 

O local escolhido para a manifestação é estratégico, pois é acesso para a principal rodovia do interior do estado, a Anhanguera (SP-330); e cidades do sul de Minas Gerais.

 

Divisa

Na divisa do estado entre Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG), motoristas também fazem manifestação. Inclusive, foram queimados pneus e entulhos. Por alguns momentos, houve bloqueio no trecho. Por volta das 16h30 desta quarta-feira, fica no protesto apenas os motoristas que quiserem.

 

Mococa

Desde terça-feira (22), caminhoneiros protestam no acesso à Rodovia Abrão Assed (SP-338) em Mococa (SP). Nesse trecho só fica para a manifestação o motorista que quiser.  (Veja Mais do protesto em Mococa)

 

Tambaú

O caso não se repete no acesso à Santa Rosa de Viterbo (SP). Por volta das 16h30, só seguiam viagem carros de passeio, motocicletas e caminhões frigoríficos ou com carga viva. O restante era obrigado a parar. Motoristas atearam fogo em pneus no centro da rodovia. Não há informações de bloqueio no trânsito.

 

Desabastecimento

  • Casa Branca já começa a sentir os reflexos do protesto dos caminhoneiros. Todos os postos da cidade estão com fila. Pelo menos um posto de combustíveis na região central da cidade, já não tem etanol. E em outros, a gasolina não deve durar até o fim de semana se o carregamento não chegar.

 

  • Em Varginha e Passos, duas das maiores cidades do sul de Minas Gerais, os combustíveis acabaram.

 

  • Um relatório da Infraero de 11h09 aponta que os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e os de Palmas (Tocantins), Recife (Pernambuco), Maceió (Alagoas) e Aracaju (Sergipe) têm combustível suficiente até esta quarta-feira (23), em razão do protesto de caminhoneiros.

 

  • No Ceasa da cidade do Rio de Janeiro, o saco de 50 kg de batata, vendido geralmente a R$ 50, chegou a ser vendido nesta quarta-feira por R$ 500.

 

  • Na Ceagesp, na capital paulista, os carros estão vazios ou parados, enquanto funcionários ficam à espera de serviço. Os boxes estão com caixas vazias, pois, desde terça-feira (22), não chega mercadoria. A companhia confirmou, por meio de nota, que a greve dos caminhoneiros está afetando o abastecimento e que "alguns produtos começam a ter problemas na oferta/chegada”.

 

  • Os Correios suspenderam temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e hoje). Em comunicado, a estatal informou ainda que a paralisação também tenha gerado "forte impacto" e atrasos nas operações da empresa em todo o país.

 

Redução

  • O governo anunciou na terça que irá “zerar” o Cide - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o decreto deve ser publicado nesta quarta-feira. Esse imposto corresponde a R$ 0,05 no diesel. Os caminhoneiros consideram o valor insignificante.

 

Fonte: Polícia Militar Rodoviária, G1